sábado, 13 de setembro de 2008

O silêncio dos incomodados


Eu sou daquelas pessoas que nao perderam a capacidade de se indignar. Eu falo, reclamo, nao faço média, não tento nao incomodar. Se me incomoda, nao vai passar: vão ouvir. Sou polida, claro. Falta de educação faz qualquer um perder a razão. Mas, ainda acho que um dia vou apanhar na rua por conta dessas coisas rs. Comentei esses dias com um amigo meu que sou muito "folgada" para uma mulher e tao baixinha. É o principio do poodle, me respondeu ele, rindo.

Eu fico sempre estupefata na forma como os incomodados ficam cheios de "nao me toques" com os "incomodantes". Parecem que sentem prazer no desagrado e deixam passar. Aquele que está incomodando a todos, a toda coletividade passa impune sem qualquer repreensao verbal. Nisso, a falta de educacao se propaga e o incomodante, espaçoso como sempre é, amplia cada vez mais seus limites.

Por isso eu falo. Reclamo da senhora que deixa seu cão fazer coco no chao e nao cata os dejetos. Reclamo com o rapaz que joga lixo no chão. Chamo a atenção do funcionário publico que ficou de papo ao inves de atender a fila loooonga de espera. Faço psiu para quem fala no cinema. Explico para o infeliz que acha que pode buzinar as 6 da manhã para chamar o porteiro que há pessoas descansando e que nao precisam ser acordadas.

Em todos esses momentos, eu me sinto fazendo a minha parte em busca de um mundo melhor, mais educado. Talvez seja uma ilusao, uma pretensão besta. Mas eu gosto de pensar assim. Percebo que muitas vezes as pessoas simplesmente nao tiveram nocao da extensao de suas condutas, dos reflexos e nao propriamente fizeram de proposito ou por genio ruim.

Continuarei reclamando, no meu trabalho de formiguinha. Ainda que nao sirva para as finalidades pretendidas ao entao ao menos estarei dividindo com aquele que me incomodou todo incomodo que eu senti. Os "incomodantes" que se incomodem.

domingo, 7 de setembro de 2008

Quando as coisas nao fazem muito sentido se um certo alguem nao estiver do seu lado, quando em todas as esquinas, em todas as pessoas voce ve um mesmo rosto, quando voce anda pela rua e se imagina passeando com uma pessoa especifica para mostrar o mundo que voce ve... É amor?

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Recebi uns comments e ate me animei para atualizar o blog. As vezes eu nao atualizo pq nao tenho nada a dizer mesmo.


Essa semana está tudo bem dificil, parece que tudo concentrou pra dar errado... Seria o inferno astral que antecede os aniversarios?! rs Mas se fosse comecaria 1 mes antes, ne? Falta mais de um mes pro meu niver ainda.


Pilulas

* A novela das 21h ta eletrizante. Achei que nao fosse me viciar em novela, mas gente... Está muito boa. Criativa, diferente. Muito legal.

* Gente, o novo presidente americano ainda nao foi eleito?! Nao aguento mais ouvir falar em eleicao nos EUA! Que pentelhacao!!

* Preciso entrar na era da tecnologia. Esqueco compromissos, dados... Preciso de um laptop pequeno, um palmtop, um blackberry, qualquer troço desses. Mas esquecer compromissos nao dá.


Bom acho que eh so... rs

terça-feira, 22 de julho de 2008

Eu nao sou vitima das minhas escolhas.

Nunca serei.

Se eu as escolhi, eu tenho de assumi-las e arcar com as consequencias.

E se me perdoei por te-las feito que nao me venha nenhuma pessoa nao implicada nas minhas decisoes dizer isso ou aquilo do que nao posso mudar.

Nao admito e nao ouvirei.


Eu viro paginas e sigo adiante. Sempre.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Da arte de ser grossa

Alguns amigos e pessoas proximas dizem que sou grossa. Ok, talvez eu seja mesmo. Mas eu continuo achando que tem gente que PEDE para ouvir grosseria (e eu nao estou aqui para desagradar ninguem rs). Pode ser sem querer ou ate de proposito buscando pretexto para parar de falar com voce. E para esses eu confesso que nao to nem aí, como é de meu feitio.

Vamos examinar uma situacao pratica. Voce esta triste e conecta ao MSN. Dai algeum vem, puxa papo e pergunta o por quê. Voce explica e a pessoa começa a falar coisas totalmente depreciativas, que nao te ajudam em nada e so te põem mais para baixo.

É ou nao é para ser grossa? rs Pura falta de sensibilidade, nao é mesmo?

Lá pelas tantas voce diz: "Se voce nao tem nada de bom para me dizer, entao voce nao tem nada para falar comigo".

Voce foi grossa?

Talvez um pouco, mas para alguns sem nocao que cruzam a sua vida so ha uma forma de se fazer entender, inteligivel e inequivoca: a grosseria. Esse tipo de gente é incapaz de entender sutilezas.

Acreditem: eu tentei.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Futebol

Sinto-me absolutamente rabugenta com algumas coisas que agradam a maioria das pessoas. Uma delas é o futebol.

Nao consigo ver qualquer graça em 23 (contando o juiz) pessoas correndo atras de uma bola durante noventa minutos. Ate ai tudo bem, pelo menos serviria para o bem estar fisico daqueles individuos. Mas e o fanatismo do futebol? E os gritos, os rojoes, as torcidas organizadas, as brigas, os gritos, os palavroes? Afe...

Infelizmente é impossivel torcer para que ambos os times percam, mas podemos bolar algumas solucoes:

1) Jogadores de futebol teriam de jogar de sungao e sem camisa. Otimo, pelo menos fica interessante para as moçoilas o jogo;
2) As torcidas nao poderao fazer qualquer barulho alem do nivel de decibes recomendavel pela OMS :P;
3) Sem rojoes, buzinaços, sirenes (nao tenho nada a ver com o fato do seu time ganhar ou perder :P);
4) Fim dos campeonatos de vai e volta (sei la o nome disso). A partir de agora só mata-mata, nada de contagem de pontos: so vale saldo de gols;
5) Sera 1 unico campeonato nacional;
6) As partidas terao 2 tempos de 10 minutos;
7) Ficam vetadas as edificantes entrevistas de jogadores de futebol no pos jogo;
8) O futebol terá a mesma importância na programacao de TV que os campeonatos de bocha;

E por fim...

Os palavroes no futebol nao poderao passar, valendo para torcidas, comissoes tecnicas e para torcedores caseiros, sob pena de multa, de 3 palavrinhas: bobo, feio e chato.

Por um mundo mais feliz :D

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Eu sei que ja postei essa musica aqui. Mas vou posta-la de novo, pelo mesmo motivo e para a mesma pessoa.

Muito dificil ficar longe de quem a gente ama. E que tal se esse tempo for de 1 ano? Pois é.

Nao sei como serao as coisas daqui para frente, so sei que estou muito triste. Vou enfiar a cara nos livros para tentar me distrair, mas acho que hoje vai ser impossivel.


Sete Cidades
Legião Urbana

Composição: Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá


Já me acostumei com a tua voz
Com teu rosto e teu olhar
Me partiram em dois
E procuro agora o que é minha metade

Quando não estás aqui
Sinto falta de mim mesmo
E sinto falta do meu corpo junto ao teu

Meu coração é tão tosco e tão pobre
Não sabe ainda os caminhos do mundo

Quando não estás aqui
Tenho medo de mim mesmo
E sinto falta do teu corpo junto ao meu


Vem depressa pra mim
Que eu não sei esperar
Já fizemos promessas demais
E já me acostumei com a tua voz
Quando estou contigo estou em paz
Quando não estás aqui
Meu espírito se perde, voa longe

domingo, 22 de junho de 2008

Sabem, eu costumava ser dessas mulheres que enxergavam as situacoes, entendiam que simplesmente nao precisam passar por elas e iam embora, sem culpa e sem pena.

Costumava.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Sex and the City
(Se vc nao viu, nao leia... Spoiler heheehe)


Fiquei decepcionada com o filme Sex and the City. Vi todas as temporadas e nao achei, nem de longe, que a película manteve o nível da série.

Várias coisas me incomodaram. A principal delas foi o fato do filme ser... sobre a Carrie!! A série contava as histórias paralelas de todas as protagonistas e ai estava a riqueza: ver mulheres tao diferentes, tao modernas, mas femininas ao seu modo, cada uma lidando de forma diferente com as situacoes da vida. O filme tratou basicamente da vida da Carrie. A Miranda ainda teve uma historinha aqui e acolá, Samantha um pouco menos, mas também teve... Mas a Charlotte... Coitada. Sem história nenhuma, só deu para ver rápidos lances da vida dela.

Além disso, várias características das personagens foram distorcidas. A Samantha JAMAIS, mesmo num relacionamento estável ficaria sem sexo EM PROL do relacionamento. Nao ficaria. A Charlotte sempre foi super insegura, por mais feliz que estivesse. So teve 1 momento em que ela manifestou insegurança no seriado. O Mr. Big, coitado, mesmo nas confusões dele sempre soube o que queria. Até parece que ele deixaria a Carrie no altar, que desistiria assim tao facil, na porta da Igreja. Coisa de moleque de 2 aninhos. É subestimar demais o personagem, né?

Também me incomodou o fato de que toda vez que a Samantha aparecia as outras protagonistas darem gritinhos histericos. Fica claro que a Samantha está indo para Nova York toda semana. Entao por que dos gritinhos? Cruzes.

Igualmente nao gostei do ABUSO nas cenas de moda. O filme lanca tendencias, ta certo, a gente sabe disso, mas nao precisa virar desfile, ne? A cena da Carrie separando os vestidos aproveitaveis eh sacal, bem como a cena do editoral da Vogue.

Pra completar, o cinema tava um saco. Tinha um gordo com a namorada atras que virou narrador de filme e nao havia psiuuu ou indireta que o fizesse calar a boca. As pessoas pareciam que tavam na sala de estar em casa. Isso me irritou muito. Relembrei porque cada vez me desanimo mais a sair de casa para ver filmes: o povo se comporta como se estivesse na sala de estar da "casa da mae Joana". Filme se assiste em silencio.

Pra mim transformaram Sex and the City numa comedia romantica fraquinha :/

domingo, 1 de junho de 2008

Ah so pra atualizar outra coisa. Minha afilhadinha tá a coisa mais fofa e gostosa desse mundo. FUi lá visita-la ontem. Estava com medo dela me estranhar... Mas olhou pra mim, riu de canto de boca e escondeu a carinha no canto da cadeirinha, com olhar de envergonhada rs. Depois ficou numa boa comigo, dei papinha pra ela, ajudei no banho, brinquei, dancei com ela. Uma graça.

Mas o coracao da dinda aqui pulou de alegria mesmo quando ela tava no colo do pai e jogou os bracinhos em minha direcao, me pedindo colo. Ooooohhhh Que fofuraaa!! Assim a dinda nao aguenta, Helena XD :)
Nossa, senti que esse blog ta dando poeira de tanto tempo sem escrever por aqui. rs

Eu estou emocionalmente sem tempo. Será que é possivel isso? Dá para explicar... As coisas que tenho que executar e as que tenho vivido consomem minhas forças. Para tudo. Para sair, para escrever e até para dançar, que é algo que amo.

Nao tenho mais vontade de dançar esses dias. Nao fico feliz e euforica como antes. Nao sei se isso decorre dos problema articulares que tenho ou do fato de eu ter enfiado na minha cabeca que nao consigo aprender as coisas, que vou me machucar sempre que dançar e ter outras bursites. Simplesmente nao consigo relaxar e curtir.

Cada dia que passa eu sinto vontade de fazer apenas 3 coisas como "lazer": ficar com o namorado (nós voltamos pela milesima vez, nao teve jeito... rs), ficar na internet e ver seriados. Ficar em casa, em suma.

Acho que isto tambem se deve ao fato de que eu ja entendi que minha felicidade com ele tem prazo para acabar: a data da viagem dele. Sera nesse mes que se inicia e ele vai ficar 1 ano fora. Diz que volta. Eu queria tanto acreditar... Mas sou uma pessimista nata porque nao gosto de me decepcionar com o depois. Prefiro sempre esperar o pior e me surpreender com o melhor. Nao vou ficar esperando o retorno porque nao sou disso e preciso viver minha vida, maaaas me deixa inevitavelmente triste. Porque vejo a felicidade que temos em estar juntos, me sinto amada como nunca, protegida e vejo que isso nao pode ser "pra sempre". Talvez nao agora, talvez nunca ou talvez um dia pra sempre...

Enfim, acho que isso resume a minha vida agora.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Do por que nao dizer que se ama


Nao gosto de dizer que amo. Nao digo quase nunca. Nao digo como resposta, nao digo nem se amar.

Esses dias eu disse. Naquele impulso de quando estamos para dizer algo que precisamos partilhar, algo que nos sufoca e por instantes parece tao maior do que qualquer exercicio logico-racional mesquinho de auto-protecao. E ai pronto, disse.

Droga.

Mas devia ser algo bom, nao?

Ainda tentei ser precavida e falar: "Eu te amo, mas nao é por isso que voce vai abusar do meu amor e achar que eu aguento tudo, que estou disposta a tudo por voce. Nao estou a sua disposicao."

Adiantou? Nao, claro.

E nesse momento em que a coisa estoura fica aquele diabinho mental do "Eu te disse, eu te disse, eu te disse!!".

Mas eu nao me arrependo de nada do que faço. Só do que nao faço. Amem.

Eu nao gosto de dizer eu te amo exatamente porque o resultado eh previsivel: a pessoa vai contar com isso. Vai testar seus limites, os limites do seu amor, da sua paciencia e da sua boa vontade. Porque quem ama está teoricamente disposto a tudo, aguenta qualquer coisa pelo amor, deixa de lado orgulho, amor proprio e tudo o mais.

Eu nao passo. Porque eu me amo acima de qualquer coisa. E se eu nao me proteger e nao mantiver meu amor proprio, quem vai cuidar de mim, quem vai me defender das maldades que o ser amado é capaz de fazer, querendo ou nao?

Mas ele deveria ser alguem amigo, alguem a quem entregaríamos nossas vidas, nao?

Só se for em filme.

Da mesma forma que so confio desconfiando, eu só consigo amar com a porta de saída do relacionamento aberta.

Porque eu sou gata escaldada. E tenho muito, mas muito medo dos baldes de agua fria da vida.

domingo, 4 de maio de 2008

Necessidades estranhas dos ultimos tempos
(Ok, estranhas em se tratando da minha pessoa, digamos assim).

Ficar sozinha em absoluto silencio. Sozinha mesmo. Ninguem em casa.

Ai, é tao bom!

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Tia

Eu nao fui criada perto da minha familia. De fato, pra mim, familia sempre significou confusao, encrenca e barraco. Eu tenho la meus motivos. Nao consigo gostar de todo mundo (acho isso impossivel, em qualquer lugar), ainda mais porque convivo pouco, eles moram em outra cidade. Isto falando da minha familia materna. Convivio com a paterna eu tenho algo proximo de zero.

Mas ha uma tia, em especial, na minha familia materna, que eu adoro. Acho ela uma mulher incrivel, de grande sabedoria, força de vontade e senso de humor. Uma mulher muito simples, que sabe ajudar quem está proximo e que mesmo nas condicoes de vida dela criou os filhos com esmero e bom caráter, impulsionando para uma vida melhor que a que ela teve.

Apesar de falar pouco com ela, me sinto muito proxima. Acho que eh o que tenho de mais proximo de carinho de tia nessa vida.

Hoje minha mae está na casa dela. Liguei para lá e pedi para minha mae falar com a tia que eu queria muito comer o feijao dela. Para quem me conhece sabe que isso é incrivel. Eu ODEIO feijao. So gosto do feijao da tia, sinto muito rs. Minha mae riu e disse "Nao vou pedir!! Que absurdo! Pede voce!!" Eu ja ouvi a risada da tia ao fundo dizendo "Ela ta falando do feijao?! Ja está no fogo!!".

Eu nao precisei nem pedir. Ela ja sabia :).

domingo, 27 de abril de 2008

Incrivel quando voce está triste e sofrendo por amor aparecem pessoas do nada te dando conselhos. Intermináveis, daqueles que nao param nem quando voce diz o "Nao quero falar a respeito".

Eu ja tenho 24 anos. Já passei por isso algumas vezes e sei que nao há remedio melhor que o tempo. Nao adianta botar panos quentes, dizer que o infeliz é gordo, barrigo, esquisito, vesgo e que nao te merece. Só o tempo dá jeito. Não há conversinha, ajuda ou conselho que atenue o que se sente. E nao há explicacao suficiente, nada que se possa dizer. Nada, entendem?

Eu sei que muita gente tem boa vontade, quer ajudar, mas nao dá.

E nem eu tenho paciencia nessas horas pra ser gentil, delicada e sociavel. So quero ficar quieta no meu canto rezando para ter a capacidade de nao pensar nisso. Por 12 dias, 12 horas, 12 minutos ou 12 segundos.

Quer ajudar mesmo? Entao me deixe quietinha aqui. Daqui a pouco me recupero.

E se eu te procurar, seja legal e nao seja curioso sobre a minha vida. Falemos de outras coisas.

Eu sou mais que isso. E maior que tudo isso. Por incrivel que pareça tenho muitos outros assuntos também.

É só uma fase que vai passar.
Sobre hoje...

Doi muito.

E a sensacao de abandono é horrivel.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Acabou.

Espero que desta vez seja definitivo.

Fiz todas aquelas coisas idiotas, porém necessárias quando se precisa esquecer alguém de quem se gosta: deletar do orkut, msn, apagar email, mensagens, etc. Porque afinal "Eu estava pensando: para a gente parar de sofrer precisa parar de pensar. Eu estava pensando."

E pela segunda vez na minha vida vou ter de arrancar e deixar pra tras um pedaço meu para poder seguir adiante.

domingo, 20 de abril de 2008

Pilulas

1
Muito tempo sem escrever aqui, nao? Precisava de uns dias de silencio. E percebo que cada vez tenho menos paciencia pra Internet. Leio tudo, nao respondo nada, fico com preguica de escrever.

Novos tempos?

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2
Esses dias fiquei chocada. Vi uma amizade de anos ser terminada - do nada - em uma comunidade no orkut. Sinal de novos tempos em que tudo eh descartavel, voluvel e fluido.

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3
Eu sei que gosto um bocado de assistir a uns programas trash. Quando mais melhor. Me divirto horrores.

Hoje resolvi ligar pra ver o Faustao.

É dose.
Esse nem eu aguento.

(Quer dizer, da Dança dos Famosos eu ainda gosto rs)

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4
Se voce SABE que determinada coisa desagrada alguem por que faz? Para pedir desculpas depois ou pelo simples prazer de incomodar os outros? Na boa, eu nao entendo.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Estou emocionalmente exausta. Para além do cansaço físico, este que me é companheiro habitual, releva este outro tipo de desgaste que há muito não sentia. Principalmente pela necessidade de domar e passar pelo crivo do racional todos aqueles sentimentos que reconhecemos e que independem de compreensões inteligíveis e que por elas não são condicionado. Eu não quero sentir e buscar não sentir simplesmente porque não devo. Quero me dar o direito de ser humana e sentir o que é irracional e por isso ser compreendida sem me sentir obrigada a explicar o que não pode ser explicitado por palavras.

(Texto escrito ontem)

sexta-feira, 4 de abril de 2008

"Não quero contar nem a mim mesma certas coisas. Seria trair-se o é-se. Sinto que sei de umas verdades. Que já pressinto. Mas verdades não têm palavras."

(Clarice Lispector in Agua Viva)